segunda-feira, 1 de outubro de 2007


O Casamento De Romeu E Julieta
(Marcelo Camelo)

Assim que o amor entrou no meio o meio virou amor
O fogo se derreteu o gelo se incendiou, e a brisa que era um tufão, depois que o mar derramou, depois que a casa caiu o vento da paz soprou

Clareou, refletiu, se cansou do ódio e viu que o sonho é real e qualquer vitória é carnaval, carnaval, carnaval.
Muito além da razão bate forte emoção, ilusão que o céu criou onde apenas o meu coração amará, amará.

O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar. sabe ser o melhor na vida e pede bis quando faz alguém feliz.


Vem aqui vem viver não precisa escolher os jardins do nosso lar preparando a festa pra sonhar, pra sonhar, pra sonhar.
Faça chuva, vem o sol em comum o futebol deu você e o nosso amor convidando as mágoas pra cantar, pra cantar, pra cantar.


O amor não se tem na hora que se quer, ele vem no olhar. sabe ser o melhor na vida e pede bis quando faz alguém feliz.


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Marcelo Camelo


Sim, eu sei, eu sei...
O vídeo ao lado não é vídeo.
É só essa foto que não se move por nada nesse mundo.
Mas isso é somente resultado da saudade que sinto de ouvir a voz do Camelo...
Ele fez uma participação no Acústico MTV de Sandy e Junior. Cantou Quatro Estações e eu achei demais! Voz gostosa de ouvir como sempre e que ficou muito bem acompanhada pela voz da Sandy...

E segue a letra lesa da música: =P

É! Pq 'imortal' só vampiro mesm...hehehe


As Quatro Estações
Sandy/Álvaro Socci

A noite cai, o frio desce
Mas aqui dentro predomina
Esse amor que me aquece
Protege da solidão
A noite cai, a chuva traz
O medo e a aflição
Mas é o amor que está aqui dentro
Que acalma meu coração
Passa o inverno, chega o verão
O calor aquece minha emoção
Não pelo clima da estação
Mas pelo fogo dessa paixão
Na primeira, calmaria
Tranqüilidade, uma quimera
Queria sempre essa alegria
Viver sonhando, quem me dera
REFRÃO
No outono é sempre igual
As folhas caem no quintal
Só não cai o meu amor
Pois não tem jeito, é imortal
É imortal



quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Belém




"Belém, todo carinho é pouco,

pra ti

versos apaixonados

poemas de miriti"


Poemas de Mititi - Edith Pereira e Luiz Carlos França
Foto minha tirada da calçada da Praça da República.

Casamento


Recebi ontem um e-mail de uma grande amiga que, refletindo sobre o casamento, me dizia:


'... te escrevo Nietzsche:

" Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:" Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice?" Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desfiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar".

Fantástico, não?!'


Fantástico mesmo....

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Frisson


"Meu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão
Pensei: Que bom!
Parece, enfim, acordei
Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim, sem me avisar
Pra acelerar
Um coração que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado
Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais
Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal
Me enfeitiçou
Eu nunca vi nada igual
De repente
Você surgiu na minha frente
Luz cintilante
Estrela em forma de gente
Invasora do planeta amor
Você me conquistou
Me olha, me toca
Me faz sentir
Quer é hora, agora
Da gente ir"

Amor,

A nossa música que ouvimos o dia todo, todos os dias desse final de semana...

Te amo muito!!!!

domingo, 12 de agosto de 2007

Absurdo




Havia tanto pra lhe contar
A natureza
Mudava a forma o estado e o lugar
Era absurdo

Havia tanto pra lhe mostrar
Era tão belo
Mas olhe agora o estrago em que está

Tapetes fartos de folhas e flores
O chão do mundo se varre aqui
Essa idéia do natural ser sujo
Do inorgânico não se faz

Destruição é reflexo do humano
Se a ambição desumana o Ser
Essa imagem de infértil deserto
Nunca pensei que chegasse aqui

Auto-destrutivos,
Falsas vitimas nocivas?

Havia tanto pra aproveitar
Sem poderio
Tantas histórias, tantos sabores
Capins dourados

Havia tanto pra respirar
Era tão fino
Naqueles rios a gente banhava

Desmatam tudo e reclamam do tempo
Que ironia conflitante ser
Desequilíbrio que alimenta as pragas
Alterado grão, alterado pão

Sujamos rios, dependemos das águas
Tanto faz os meios violentos
Luxúria é ética do perverso vivo
Morto por dinheiro

Cores, tantas cores
Tais belezas
Foram-se
Versos e estrelas
Tantas fadas que eu não vi

Falsos bens, progresso?
Com a mãe, ingratidão
Deram o galinheiro
Pra raposa vigiar


Música também do novo CD da Vanessa Da Mata. Sei que já tô demais com esse CD, mas coloquei essa letra só para ter um motivo pra citar as fotos e o site do fotógrafo João Ramid. Além de uma pessoa muito bacana, é um dos melhores fotógrafos do cenário nacional.
http://www.amazonimagebank.com

Case-se Comigo


Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não pareça tåo bom pedido
Antes que eu padeça
Case comigo
Quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim
Meu príncipe, meu hóspede, meu homem, meu marido
Meu príncipe, meu hóspede, meu marido
Case-se comigo
Antes que amanheça
Antes que não me apareça tão bom partido
Case-se comigo
Antes que eu padeça
Case-se comigo
Eu quero dizer pra sempre
Que eu te mereço
Que eu me pareço
Com o seu estilo
E existe um forte pressentimento dizendo
Que eu sem você é como você sem mim
Antes que amanheça, que seja sem fim
Antes que eu acorde, seja um pouco mais assim!

Vanessa da Mata

* Amor, pra vc... Lembra dessa música? ;)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

MULHERES COM MAIS DE 30



À medida que envelheço e convivo com outras, valorizo mais ainda as mulheres que estão acima dos 30. Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar. Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma coisa que queira fazer... E geralmente é alguma coisa bem mais interessante. Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer. Elas definitivamente não ficam com quem não confiam; Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem.Você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem... Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Por que será, hein? Mulheres mais velhas são diretas e honestas.. Elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um! Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela. Basta agir como homem e o resto deixe que ela faça...Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos! Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida, existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de19 anos...Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!Para todos os homens que dizem: "Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?". Aqui está a novidade para vocês: hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem por quê? Porque "as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!". Nada mais justo!

(Arnaldo Jabor)

Observação muito importante: ainda nem tenho 30, mas já me sinto assim faz tempo... :)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

O Tempo



Não sei definir o tempo.

Ele cai sobre a minha cama

mas usa máscaras.

Se disfarça de vento

mas é monotonia.

Usa roupas de sombras

mas é dia quente.

Tem um jeito de anjo

mas é solidão...

O tempo caminha pelo corredor

sem ter acordado.

É sonâmbulo de alma inquieta,

um grito abafado

em um salão vazio.

Tempo sádico que mata

todos os meus motivos,

deturpa as minhas vontades,

rabisca meus desejos e some.

Não sei definir o tempo.

Não sei se ele cura

ou se passa por cima.

Pode ser homem, mulher,

qualquer coisa.

O tempo que me sufoca,

o tempo que me abriga...

nasce / morre / renasce

Poema adormecido,

outro dia...


Daniela Furmankiewicz
Foto de Av. Braz de Aguiar. O tempo passa mesmo!

Ainda Bem


Ainda Bem
Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios
Em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte
Neste mundo de tantos anos
Entre tantos outros
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois
Esse amor
Entre tantos outros
Entre tantos anos
Que sorte a nossa heim?
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor
Entre tantas paixões
Esse encontro nós dois esse amor.


Vanessa da Mata

domingo, 5 de agosto de 2007

Saudades



Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida.

Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades,

Da minha adolescência, do meu colégio querido, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram.

Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu não tive um dia e que me amaria fielmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei onde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I miss you", ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...

Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

Sentir saudade, é sinal de que se está vivo!

terça-feira, 31 de julho de 2007

EXIGÊNCIAS DA VIDA MODERNA



Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio... E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo. Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempoe tiver um derrame, nem vai perceber. Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra.Fibra suficiente para fazer um pulôver. Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia. E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia. Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma. Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma). E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando. Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por diapara comparar as informações. Ah! E o sexo. Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estoufalando de sexo tântrico. Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta, são 29 horas por dia. A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!! Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos e seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio. Agora tenho que ir. É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro. E já que vou, levo um jornal. Tchau.... Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.


Autor: Luís Fernando Veríssimo

sexta-feira, 20 de julho de 2007

AMIGOS



Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.


Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.


A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.


E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores...


Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!


Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ...


A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.


Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.


Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles;


Eles não iriam acreditar...


Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos...


Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.


E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários... de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.


Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.


Se todos eles morrerem, eu desabo!!!


Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.


E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar.


Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.


Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ...


Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saberem


A gente não faz amigos: Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber


A gente não faz amigos:


Reconhece-os

Vinicius de Moraes.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Baú


No Português, a palavra Baú é um substantivo masculino que designa normalmente uma caixa de madeira, revestida de couro cru e com tampa convexa.

Na antigüidade, significava um pequeno elmo.

Atualmente, no Brasil, como gíria, pode também significar uma pessoa muito rica.

...


Então, vai ver que é por isso tenho tantas caixas de madeira revestidas de couro cru em casa: pra que elas funcionem como uns elmos e eu me torne uma pessoa muito rica!


Só pode ser esse o sentido de eu ter tantos baús!!!!! =P

terça-feira, 17 de julho de 2007

A MULHER-ELÁSTICO


Esse texto é maravilhoso!!!

Sei que ele é meio grande pra cá, mas vale muito a pena ler.

Principalmente para todas as mulheres elástico...




Em uma tarde de domingo envolta em uma fina garoa paulistana, sou despertada do sonho dos meus pensamentos longínquos por uma solicitação dos meus filhos. Eles me pedem para levá-los ao cinema – querem assistir ao filme da Disney - Os incríveis.
Sou arrastada pelo entusiasmo deles a permanecer numa longa fila, na companhia barulhenta de uma infinidade de pais, avós e crianças que se acotovelam na entrada da sala do cinema na tentativa de conseguir um bom lugar. Pipoca, coca-cola e chocolate! Enfim, bem instalados nas poltronas, esperamos o filme começar.
Vou aos poucos sendo novamente transportada para os meus pensamentos longínquos pela fineza do filme. A imagem do cotidiano de uma vida familiar se desenha na tela. Uma vida cheia de encantos e desencantos, como todas as outras. Tarefas, alegrias e tristezas, limites e frustrações, lamentos e questionamentos são experimentados pelos personagens: um casal de ex-super-heróis e seus filhos que, impedidos de exercerem seus poderes, são obrigados a levar uma vida “normal”.
Compõem a família o Sr. Incrível, cujo poder está na força; a Sra. Incrível que se transforma na mulher-elástico; a filha mais velha, uma garota de uns 12 anos, magrinha e tímida, que pode se tornar invisível; o filho do meio, falante e ágil, cujo poder é correr a uma velocidade enorme; e um bebê, engraçadinho e comilão, que, de início, parecia ser o único a não ter nenhum poder de super-herói.
Vou me dando conta da fineza da escolha dos poderes dos personagens, à medida que me vejo facilmente interessada pela figura da mulher-elástico. Percebo ainda, na reação dos meus filhos, que eles também vão se interessando, aqui e ali, pelas características dos personagens, identificando semelhanças e diferenças entre estes e eles próprios. Não demora muito para trocarmos uns olhares de cumplicidade e umas risadinhas diante de algumas cenas que evocam algo muito conhecido para nós.
Saímos do cinema discutindo animadamente o filme, uma discussão que acompanhou a semana, evocando sempre, em mim e nas crianças, algum detalhe esquecido, alguma associação nova. Não preciso dizer que a partir daí a imagem da mulher-elástico não me abandonou mais. Que excelente representação para a mulher na pós-modernidade! Sou assim mais uma vez transportada aos meus pensamentos longínquos e vou ao encontro da psicanálise, em busca de um instrumental para continuar pensando na mulher-elástico.
Freud localiza o mal-estar do seu tempo na repressão da vida sexual devido à moral civilizada daquela época. Inicialmente, ele compreende que a neurose atinge mais as mulheres do que os homens - embora esteja certamente presente também nestes últimos - justamente porque elas são o alvo privilegiado dessa moral repressora. Ao restringir a sexualidade ao casamento, a sociedade da época de Freud organizava-se para manter a mulher no espaço privado, longe da “tentação” do espaço público, fonte de saber e de autonomia.
Desde a década de 50, as transformações no modo de vida das mulheres vêm se processando de maneira mais acelerada. A entrada no mercado de trabalho e o acesso à formação universitária e às novas formas de erotismo organizaram a luta feminina em defesa dos seus direitos. A pílula anticoncepcional e as mudanças nos contratos matrimoniais foram, aos poucos, igualmente organizando a saída da mulher do âmbito doméstico, e do exclusivo cuidado dos filhos, para o espaço público, antes reservado ao mundo masculino.
Essa progressiva conquista do espaço público trouxe para a mulher uma infinidade de ganhos que, como não poderia deixar de ser, exigiu seu preço. Um preço que solicita uma mudança na posição subjetiva da mulher, o que certamente exige a passagem pelo luto das perdas de garantia das antigas posições. Caminho tortuoso e difícil, pois a estrada em direção à autonomia, única via de acesso ao encontro com novas realizações, exige que a mulher assuma o preço da responsabilidade de uma posição de sujeito, propriamente desejante.
A mudança dos tempos traz sempre consigo a transformação dos ideais, que são o resultado das novas conquistas do ser humano no saber sobre si mesmo. Ocorre aí o abandono de interesses antigos e a descoberta de novos interesses e necessidades. No entanto, para as mulheres a mudança dos tempos trouxe também uma ampliação dos ideais. Ou seja, no que diz respeito à sua inserção na cultura, as mulheres confrontam-se hoje não apenas com as transformações dos ideais, mas com um verdadeiro acúmulo deles.
Presas à necessidade de corresponderem ainda aos ideais do espaço doméstico, reinado de suas mães, as mulheres se vêem hoje tendo de corresponder também àqueles próprios do espaço público, antes reinado exclusivo dos homens. Às voltas com a necessidade de percorrer o difícil caminho que qualquer mudança de posição subjetiva exige, as mulheres parecem ter hoje diante de si um espectro amplo de ideais a buscar alcançar.
Esticadas entre uma identificação passiva e materna e outra ativa e fálica, as mulheres vão tentando lidar com o excesso que caracteriza as demandas do seu cotidiano. Resulta daí um verdadeiro acúmulo que exige uma elasticidade nunca antes sequer possível de ser imaginada. Se a necessidade de perseguir ideais constrói a trajetória cultural do ser humano ao longo do tempo, a trajetória das mulheres nos permite constatar que, ao ideal de santidade e beleza, veio juntar-se também o ideal de sucesso, tão caro a nossa cultura pós-moderna.

Assim, a meu ver, a melhor representação do ideal da mulher pós-moderna é a figura da mulher-elástico, tão magistralmente ilustrada no filme infantil Os incríveis. Para tentar corresponder ao seu amplo espectro de ideais, a mulher pós-moderna precisa ter um funcionamento verdadeiramente elástico. Deve desempenhar-se, com sucesso, numa gama tão variada de funções que só mesmo uma elasticidade originária poderia lhe garantir, ao menos, algum êxito numa empreitada tão incrível, própria dos super-heróis!
Não posso deixar de pensar aqui que se a particularidade da relação da menina com a castração, tal como destacou Freud, assegura a esta uma dificuldade de acesso à sublimação e à construção do superego, é essa mesma particularidade que parece lhe garantir a elasticidade de sua organização libidinal e, conseqüentemente, a diversidade de suas possibilidades identitárias.
Se, por um lado, a experiência da mulher com seu corpo encontra na irredutibilidade da sexualidade perverso-polimorfa uma diversidade de possibilidades de gozo sexual, por outro, a diversidade identitária garante às mulheres uma elasticidade considerável de seus interesses, não apenas sexuais. Fala-se com freqüência nessa capacidade que têm as mulheres de fazerem muitas coisas ao mesmo tempo e de conservarem, simultaneamente, investimentos genuínos em interesses diversos. No entanto, para além dessa elasticidade originária, não existiria também nessa amplitude de exigências que caracteriza o cotidiano feminino, uma dimensão essencialmente conflitiva?
Em busca de corresponder a essa amplitude dos ideais próprios de sua época, a mulher-elástico precisa ser não só a mulher ideal, mas precisa também ter o corpo ideal. Além de mãe dedicada, compreensiva e bem-humorada, a mulher-elástico deve conservar-se sempre jovem. Amante ardente e bem disposta, apresenta uma tal diversidade de interesses que consegue perseguir, com igual obstinação, os exercícios físicos necessários à manutenção do corpo ideal, assim como seus interesses culturais nos destinos da humanidade.
Mantendo um pé na academia de ginástica e o outro na última mostra de cinema do momento, a mulher-elástico é medianamente culta. Bem-informada, fala de qualquer assunto, mesmo que deixando entrever uma certa mediocridade em muitos deles. Realizada e bem-sucedida profissionalmente, a mulher-elástico, além de magra, bonita e bem-cuidada, é também economicamente independente. Assiste a um filme de Godard com o mesmo entusiasmo que entra em uma churrascaria, embora se veja privada de boa parte do menu disponível. Serena e controlada, a mulher-elástico come carne, mas só se for acompanhada de salada!
A hipervalorização da magreza na pós-modernidade tem acentuado a relação entre a auto-estima e a imagem do corpo magro, particularmente para as mulheres. Há vinte anos as modelos pesavam 8% a menos que a média das mulheres; atualmente essa diferença subiu para 20%. Embora a aparência física seja um elemento fundamental na imagem da mulher em diversas épocas e culturas, a magreza nem sempre foi o ideal almejado. Muito pelo contrário.
Uma breve passagem pela história da arte revela que a Renascença valorizava mulheres de corpo farto, quadris grandes e abdomens avantajados. Embora se saiba que a exigência de magreza nas mulheres tenha começado por volta dos anos 20, em sintonia com o início do movimento de liberação da mulher, nas décadas de 40 e 50 as estrelas de Hollywood, como Rita Hayworth, por exemplo, encarnavam o modelo das mulheres de seios fartos e corpos curvilíneos, valorizadas por seu sex appeal. Essa exigência de magreza parece se intensificar a partir dos anos 60 e se acentua consideravelmente nos anos 70. A imagem do corpo ideal começa a centrar-se na imagem de um corpo magro e de formas menos arredondadas.
Embora os padrões estéticos tenham se modificado consideravelmente com o tempo, a luta para atingir o ideal de beleza vigente é algo que marca a relação da mulher com seu corpo em todas as épocas e culturas. Michel de Montaigne chama a atenção em seus ensaios, escritos em 1580, para o fato de que as mulheres desprezam a dor em função da vaidade. É assim que, ao longo dos tempos, as mulheres escravizam seus corpos em nome do ideal de beleza ao qual aspiram em cada época.
Houve o tempo em que esfolavam a pele para adquirir a tez mais fresca, ou buscavam propositalmente estragar o estômago para conseguirem a palidez valorizada na ocasião ou, ainda, apertavam o ventre em duros espartilhos para exibir um corpo delgado. Qualquer semelhança com a submissão das mulheres atuais aos tratamentos estéticos e cirúrgicos, muitas vezes bastante dolorosos, ou sua especial dedicação às dietas alimentares para emagrecer, muitas vezes radicais e perigosas para a saúde, não é uma mera coincidência.
O ideal de magreza domina a cena pós-moderna, tendo se constituído não somente como sinal do corpo ideal, mas também como sinal de sucesso. Constituindo-se até como sinal de perfeição moral, o corpo magro é a senha do sucesso, passaporte para se conseguir beleza, poder e dinheiro. Assim, o ideal do corpo magro e de formas bem-esculpidas exige da mulher-elástico disciplina e firmeza, só desse modo poderá permanecer no ringue da luta em busca da beleza fetichizada pelo seu tempo.
Engajada na busca da beleza magra, do corpo fino e rígido, lança-se a mulher-elástico na corrida insana para não perder o bonde do seu tempo. Escrava da amplitude e diversidade dos ideais, dos quais precisa ao menos conseguir se aproximar, a mulher-elástico, vitimada pelo excesso e pelo cansaço diante de suas incríveis atribuições, vive culpada frente à constatação da impossibilidade de ser tudo isso que se exige dela.
Endividada consigo própria e com os outros que a cercam, a mulher-elástico é, ao mesmo tempo, por definição, culpada e impotente. Experimentando sempre uma dolorosa sensação de que algo lhe escapou, de que algo transborda sempre do seu cotidiano impossível, a mulher-elástico constata, desamparada, que seu corpo dói!
Cabe aqui uma primeira pergunta: para que tudo isso? Às vezes é no ponto limite da dor que se pode encontrar, ou reencontrar, o próprio limite a essa espécie de tirania velada que nos leva, freqüentemente, a nos posicionarmos como objeto no desejo do outro. Ora, se a psicanálise não nos oferece respostas, ela certamente nos ensina a formular perguntas. Poder reinventar, a cada dia, os caminhos do próprio desejo, e seguir construindo um discurso próprio supõe uma mudança de pergunta: para quem tudo isso? Essa mudança de pergunta supõe a existência de um sujeito a quem se destinam os esforços realizados e, certamente também, os prazeres das vitórias conquistadas. Isso exige que a mulher se pergunte, a cada vez, se é ela mesma o destinatário desses esforços, se é ela mesma o sujeito dessa pergunta.
Todas nós experimentamos na carne as diversas formas de manifestação da angústia que essa exigência de elasticidade acaba por despertar no cotidiano. Se abandonar o terreno das certezas não é nem mesmo uma escolha para a mulher pós-moderna, visto que há muito as certezas já se foram, nos resta entretanto a possibilidade de reconhecer a dimensão essencialmente conflitiva colocada em cena pelas nossas próprias conquistas em direção à autonomia.
Obviamente, não se trata de culpabilizar as conquistas e os avanços obtidos através delas, nem muito menos de defender um retrocesso a posições anteriores. Sem ilusões, devemos admitir que o que tínhamos antes certamente não era melhor do que o que temos hoje. Devemos, ao contrário, usufruir prazerosamente de tudo que foi conquistado. Trata-se, então, de nos colocarmos no interior mesmo do conflito para poder problematizá-lo, para circunscrevê-lo através da circulação de perguntas e não da enunciação de ingênuas certezas.
E, assim, em nosso caro mundo pós-moderno seguiremos adiante, todas nós, mulheres-elástico, cansadas, doloridas, culpadas e cheias de incertezas, porém, sem jamais perder um certo brilho que insiste em sobreviver, que insiste em clarear as perguntas. Uma espécie de testemunho de rebeldia, que nos constitui e nos habita. Herdeiras da Fênix, somos consumidas pelo fogo com mais freqüência do que seria desejável, no entanto... renascemos das cinzas! talvez somente por teimosia ou, simplesmente, por insistir em sustentar a esperança de viver meramente, como diz Caetano, sabendo “a dor e a delícia de ser o que é”.


* Esta é uma versão revista e ampliada do texto que foi publicado originalmente na Revista Viver Mente &Cérebro, 161:28-33. A autora é Psicanalista, Doutora em Psicanálise e Psicopatologia pela Universidade de Paris VII, com pós-doutoramento pelo Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, professora do Curso de Psicossomática do Instituto Sedes Sapientiae e autora dos livros L’hypocondrie du rêve et le silence des organes: une clinique psychanalytique du somatique (Villeneuve d’Ascq: Presses Universitaires du Septentrion, 1999), Corpo (Coleção “Clínica Psicanalítica”. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2003) e Transtornos Alimentares: anorexia e bulimia (Coleção “Clínica Psicanalítica”. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2006).

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Inveja



"A inveja é a vontade de ter o que não é seu
O ciúme é o medo
De tomarem o que é meu
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus
Muitos querem se vestir
Do que não lhes fica bem
Sempre imitando o alheio
Malidicenciando em vão
Não nos sirva a ninguém
Dê à ingenuidade adeus"

(Quem irá nos proteger? Vanessa da Mata)

Rui Barbosa


Sou apaixonada por Belém.

Costumo passear pela cidade tirando fotos. Tenho um acervo até legal. Essa, por exemplo, foi tirada recentemente, apesar do português já em desuso. Mas esse é meu bairro, mais especificamente minha rua. Isso é Belém: o velho e o novo tentar conviver harmonicamente.

Tem muita gente que faz isso (fotografar a cidade). Achei um cara na net que fez igual e tirou umas fotos bem simples, de lugares muito conhecidos por mim, já que são bem próximos da minha casa.

Nada de mais...Só muito familiar. rs

Segue o link: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=468764%22

segunda-feira, 2 de julho de 2007

DIAMANTES POR DENTRO




"CERTIFIQUE-SE DE QUE A FORTUNA QUE VOCÊ PROCURA


É A FORTUNA DE QUE PRECISA


DIGA-ME POR QUÊ O PRIMEIRO A PEDIR


É SEMPRE O ÚLTIMO A DAR


O QUE VOCÊ DIZ DA BOCA PARA FORA


VOLTA PARA VOCÊ"




Trecho traduzido da música "Diamonds On The Inside", de Ben Harper, o mesmo cara que canta com a Vanessa Da Mata a música "Boa Sorte" (que escuto todo dia =P)


sexta-feira, 29 de junho de 2007

Eu te amo







"No começo você fala no máximo: você é demais. Você é incrível. Você é um fofo.
Daí as coisas evoluem. Você pensa: Já é hora de liberar o "eu te amo"? Não! Ainda não. Afinal, ele não falou nada. E a pior coisa que pode acontecer numa pretendência é você falar o "eu te amo" no momento errado. Porque simplesmente a pessoa pode falar: que bom! Ou rir amarelo.
Então você começa a falar um "eu te adoro". No fundo, eu te amo e eu te adoro são quase a mesma coisa. Mas o eu te adoro é menos impactante.
Até que um dia, depois de várias champanhes, ele fala: eu te amo. E daí você libera. Sem nenhum risco de ouvir da pessoa: ah ta.
Só que mesmo no começo, o "eu te amo" não é liberado totalmente. Você não acorda e sai gritando eu te amo aos sete ventos. "Você é muito contida", diz o pretê. Tombos amorosos, você pensa. Muitos eu te amos em vão. Agora o momento é de cuidado.
Mas aí um dia um telefonema descontrol é dado no meio da madrugada apenas para dizer um eu te amo. Daí liberou. Geral. Inclusive, se eu quiser, posso mandar fazer um faixa daquelas escrita Eu te amo e mandar botar no meio da rua.
E viva os eu te amos. Descontrols ou cuidadosos. Noturnos, diurnos ou no meio da madrugadas. Menos os bregas das faixas. Se bem que todos eu te amos são meios bregas."




Texto do blog 02neurônio, que eu adoro. Afinal, todo munda já passou por isso um dia... rs


PS: A foto é ridícula, mas é em homenagem a Celeste.


Afinal de contas, até os cachorros ridículos também amam. :)

domingo, 24 de junho de 2007

Furo do Miguelão

Tive a oportunidade de conhecer esse lugar maravilhoso no Marajó, que se chama o "Furo do Miguelão".

Diz a lenda que no furo do Miguelão, que vai da fazendola Pureza até a boca no encontro com o rio Paracauari, em noites chuvosas e escuras os solitários navegantes costumam utilizar na proa das pequenas embarcações, um lampião à querosene. Na subida ou na descida do furo, os navegantes ao se cruzarem, acreditam, tratar-se de Cobra Grande, pois o facho de luz dos lampiões nada mais seriam do que os olhos da bicha.

O que me contaram na verdade, foi que esse nome foi dado ao local em homenagem ao homem que criou o furo. Em 1892, Miguel, vulgo Miguelão, um comerciante da região, ao andar em sua embarcação para distribuir suas mercadorias pelas cidades do Marajó, percebeu que saia um fio de água de dentro da mata. Teve então a brilhante idéia de cavar naquele local e atravessar essa ilha, criando uma passagem que encurtava o seu caminho em muito tempo, fazendo-o distribuir com mais rapidez os seus produtos.
Pasmem: o cara teria aberto esse furo enoooooorme, cavando sozinho, durante não sei quanto tempo, no meio do mangue!!!!

Isso é o Marajó: lugar encantado, cheio de histórias pra contar...

Vale a pena conhecer!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Somewhere over the rainbow





Seqüência de fotos tiradas ontem antes do 'toró' da tarde.
Vista de dentro do carro do araco-íris maravilhoso e da 'chuva das duas que não pode faltar' chegando aos poucos.
Belém é isso!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Lisbela


Eu quero a cena de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir
embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher,dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matina e verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão


Já sinto saudades dessa voz...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Eu - Florbela Espanca

Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera…

Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… E não me via!

Andava a procurar-me - pobre louca! -
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Loucos pela vida


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Mas quero também os santos,para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto ...
... e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos ...
...nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Texto : Oscar Wide

domingo, 17 de junho de 2007

Aliado elétrico contra a violência - Alexandre Lins

SEGURANÇA Cercas elétricas são cada vez mais comuns nos muros das casas de Belém
“Nas grandes cidades/ do pequeno dia-a-dia/ o medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia/ Então erguemos muros que nos dão a garantia, de que morreremos cheios de uma vida tão vazia/ Nas grandes cidades de um país tão violento/ os muros e as grades nos protegem de quase tudo/ mas o quase tudo quase sempre é quase nada/ e nada nos protege de uma vida sem sentido (...)”. A letra dessa música, do grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, foi escrita em 1991, mas parece mais atual do que nunca. A diferença é que agora não são mais os muros e as grades que nos protegem de uma vida sem sentido. A nova moda são as cercas elétricas. Em Belém, a lei 6.973, de 28 maio de 2007, de autoria do deputado estadual José Megale (PSDB), disciplina a instalação e a manutenção de cercas elétricas nas áreas urbanas e rurais do Pará. O documento foi publicado no Diário Oficial do último dia 4 de junho. “Esse projeto de lei surgiu em uma reunião que participei no Crea há dois anos. Lá eles constatavam um grande número de empresas e profissionais que executavam a instalação de cercas elétricas sem serem especialista no setor elétrico. Isso resultava em problemas de curto circuito e acidentes porque tudo era feito de maneira incorreta”, lembrou Megale.Para o deputado, as cercas elétricas são necessárias em virtude da deficiência do sistema de segurança pública. Ele explica que seu projeto complementa a Lei Federal nº 5.194/66, que obriga a contratação de engenheiros eletricistas ou eletrotécnicos ou ainda, técnico de nível médio da área de eletrotécnica, devidamente registrado e habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PA), como responsável técnico pela instalação. A lei estadual dá o nome de “cercas energizadas” a todas aquelas localizadas nas áreas urbanas e rurais, destinadas à proteção de perímetros e que sejam dotadas de corrente elétrica.

* A matéria é enoooorme. Pra ler toda, ver: O Diário do Pará, de Domingo, 17 de junho de 2007, no Caderno Cidade.

PS: Não sou uma irmã coruja!!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Boa sorte / Good Luck

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte


Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará


Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz


Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais


That’s it
There is no way
It over, Good luck

I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change

Everything you want to give meIt too much
It’s heavy
There is no peace

All you want from me
Is’nt real
Expectations


Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz


Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais


Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais


Now even if you hold yourself
I want you to get curedFrom this person
Who poisoned you
There is a disconnection

See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want


Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ is’nt real
Expectativas / Expectations
Desleais


Now were Falling into the night
Um bom encontro é de dois

Música linda do novo CD da Vanessa Da Mata (Sim)

Psicólogo(a)





O psicólogo não adoece, somatiza;

O psicólogo não transa, libera libido;

O psicólogo não estuda, sublima;

O psicólogo não dá vexame, surta;

O psicólogo não esquece, abstrai;

O psicólogo não fofoca, transfere;

O psicólogo não tem idéia, tem inshigth;

O psicólogo não resolve problemas, fecha gestált;

O psicólogo não muda de interesse, altera figura-fundo;

O psicólogo não se engana, tem ato falho;

O psicólogo não fala, verbaliza;

O psicólogo não conversa, pontua;

O psicólogo não responde, devolve a pergunta;

O psicólogo não desabafa, tem catarse;

O psicólogo não é indiscreto, é espontâneo;

O psicólogo não dá palpite, oferece alternativa;

O psicólogo não fica triste, sofre angústia;

O psicólogo não acha, intui;

O psicólogo não faz frescura, regride;

O psicólogo não mente, resignifica;

O psicólogo não paquera, estabelece vínculo;

O psicólogo não é gente, é estado de espírito!!!

Salomão e Sofia

Não é pra entender nada mesmo...

Sofia

Do Grego (Sophia), significa sabedoria, sapiência a sábia. Refere-se ao Espírito Santo. Apesar de ser um pouco dispersiva, consegue resolver adequadamente seus problemas. O sucesso profissional irá depender de muito esforço. Convém ter sempre uma tarefa para manter-se ocupada.




Salomão
Do hebraico (Shelomon), significa prosperidade, o pacífico, o que tem paz. É uma referência bíblica ao mais poderoso dos monarcas hebreus, o rei Salomão. Indica uma pessoa extremamente sábia, que não corre atrás de modismos e não se deixa seduzir por títulos ou riquezas. Embora um tanto desencantado, tem no amor que nutre pelas mulheres um grande incentivo para suas conquistas materiais. Reinou em Israel e Judá e é conhecido por sua sabedoria.