sexta-feira, 29 de junho de 2007

Eu te amo







"No começo você fala no máximo: você é demais. Você é incrível. Você é um fofo.
Daí as coisas evoluem. Você pensa: Já é hora de liberar o "eu te amo"? Não! Ainda não. Afinal, ele não falou nada. E a pior coisa que pode acontecer numa pretendência é você falar o "eu te amo" no momento errado. Porque simplesmente a pessoa pode falar: que bom! Ou rir amarelo.
Então você começa a falar um "eu te adoro". No fundo, eu te amo e eu te adoro são quase a mesma coisa. Mas o eu te adoro é menos impactante.
Até que um dia, depois de várias champanhes, ele fala: eu te amo. E daí você libera. Sem nenhum risco de ouvir da pessoa: ah ta.
Só que mesmo no começo, o "eu te amo" não é liberado totalmente. Você não acorda e sai gritando eu te amo aos sete ventos. "Você é muito contida", diz o pretê. Tombos amorosos, você pensa. Muitos eu te amos em vão. Agora o momento é de cuidado.
Mas aí um dia um telefonema descontrol é dado no meio da madrugada apenas para dizer um eu te amo. Daí liberou. Geral. Inclusive, se eu quiser, posso mandar fazer um faixa daquelas escrita Eu te amo e mandar botar no meio da rua.
E viva os eu te amos. Descontrols ou cuidadosos. Noturnos, diurnos ou no meio da madrugadas. Menos os bregas das faixas. Se bem que todos eu te amos são meios bregas."




Texto do blog 02neurônio, que eu adoro. Afinal, todo munda já passou por isso um dia... rs


PS: A foto é ridícula, mas é em homenagem a Celeste.


Afinal de contas, até os cachorros ridículos também amam. :)

domingo, 24 de junho de 2007

Furo do Miguelão

Tive a oportunidade de conhecer esse lugar maravilhoso no Marajó, que se chama o "Furo do Miguelão".

Diz a lenda que no furo do Miguelão, que vai da fazendola Pureza até a boca no encontro com o rio Paracauari, em noites chuvosas e escuras os solitários navegantes costumam utilizar na proa das pequenas embarcações, um lampião à querosene. Na subida ou na descida do furo, os navegantes ao se cruzarem, acreditam, tratar-se de Cobra Grande, pois o facho de luz dos lampiões nada mais seriam do que os olhos da bicha.

O que me contaram na verdade, foi que esse nome foi dado ao local em homenagem ao homem que criou o furo. Em 1892, Miguel, vulgo Miguelão, um comerciante da região, ao andar em sua embarcação para distribuir suas mercadorias pelas cidades do Marajó, percebeu que saia um fio de água de dentro da mata. Teve então a brilhante idéia de cavar naquele local e atravessar essa ilha, criando uma passagem que encurtava o seu caminho em muito tempo, fazendo-o distribuir com mais rapidez os seus produtos.
Pasmem: o cara teria aberto esse furo enoooooorme, cavando sozinho, durante não sei quanto tempo, no meio do mangue!!!!

Isso é o Marajó: lugar encantado, cheio de histórias pra contar...

Vale a pena conhecer!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Somewhere over the rainbow





Seqüência de fotos tiradas ontem antes do 'toró' da tarde.
Vista de dentro do carro do araco-íris maravilhoso e da 'chuva das duas que não pode faltar' chegando aos poucos.
Belém é isso!

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Lisbela


Eu quero a cena de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar
Eu quero ser o matador das cinco estrelas
Eu quero ser o Bruce Lee do Maranhão
A Patativa do Norte, eu quero a sorte
Eu quero a sorte de um chofer de caminhão
Pra me danar por essa estrada, mundo afora, ir embora
Sem sair do meu lugar
Pra me danar, por essa estrada, mundo afora, ir
embora
Sem sair do meu lugar
Ser o primeiro, ser o rei, eu quero um sonho
Moça donzela, mulher,dama, ilusão
Na minha vida tudo vira brincadeira
A matina e verdadeira, domingo e televisão
Eu quero um beijo de cinema americano
Fechar os olhos fugir do perigo
Matar bandido, prender ladrão
A minha vida vai virar novela
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão
Eu quero amor, eu quero amar
Eu quero o amor de Lisbela
Eu quero o mar e o sertão


Já sinto saudades dessa voz...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Eu - Florbela Espanca

Até agora eu não me conhecia,
Julgava que era eu e eu não era
Aquela que em meus versos descrevera
Tão clara como a fonte e como o dia.

Mas que eu não era eu não o sabia
E, mesmo que o soubesse, o não dissera…

Olhos fitos em rútila quimera
Andava atrás de mim… E não me via!

Andava a procurar-me - pobre louca! -
E achei o meu olhar no teu olhar,
E a minha boca sobre a tua boca!

E esta ânsia de viver, que nada acalma,
É a chama da tua alma a esbrasear
As apagadas cinzas da minha alma!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Loucos pela vida


Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Mas quero também os santos,para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto ...
... e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos ...
...nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Texto : Oscar Wide

domingo, 17 de junho de 2007

Aliado elétrico contra a violência - Alexandre Lins

SEGURANÇA Cercas elétricas são cada vez mais comuns nos muros das casas de Belém
“Nas grandes cidades/ do pequeno dia-a-dia/ o medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia/ Então erguemos muros que nos dão a garantia, de que morreremos cheios de uma vida tão vazia/ Nas grandes cidades de um país tão violento/ os muros e as grades nos protegem de quase tudo/ mas o quase tudo quase sempre é quase nada/ e nada nos protege de uma vida sem sentido (...)”. A letra dessa música, do grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, foi escrita em 1991, mas parece mais atual do que nunca. A diferença é que agora não são mais os muros e as grades que nos protegem de uma vida sem sentido. A nova moda são as cercas elétricas. Em Belém, a lei 6.973, de 28 maio de 2007, de autoria do deputado estadual José Megale (PSDB), disciplina a instalação e a manutenção de cercas elétricas nas áreas urbanas e rurais do Pará. O documento foi publicado no Diário Oficial do último dia 4 de junho. “Esse projeto de lei surgiu em uma reunião que participei no Crea há dois anos. Lá eles constatavam um grande número de empresas e profissionais que executavam a instalação de cercas elétricas sem serem especialista no setor elétrico. Isso resultava em problemas de curto circuito e acidentes porque tudo era feito de maneira incorreta”, lembrou Megale.Para o deputado, as cercas elétricas são necessárias em virtude da deficiência do sistema de segurança pública. Ele explica que seu projeto complementa a Lei Federal nº 5.194/66, que obriga a contratação de engenheiros eletricistas ou eletrotécnicos ou ainda, técnico de nível médio da área de eletrotécnica, devidamente registrado e habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PA), como responsável técnico pela instalação. A lei estadual dá o nome de “cercas energizadas” a todas aquelas localizadas nas áreas urbanas e rurais, destinadas à proteção de perímetros e que sejam dotadas de corrente elétrica.

* A matéria é enoooorme. Pra ler toda, ver: O Diário do Pará, de Domingo, 17 de junho de 2007, no Caderno Cidade.

PS: Não sou uma irmã coruja!!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Boa sorte / Good Luck

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte


Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará


Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz


Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais


That’s it
There is no way
It over, Good luck

I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change

Everything you want to give meIt too much
It’s heavy
There is no peace

All you want from me
Is’nt real
Expectations


Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz


Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais


Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais


Now even if you hold yourself
I want you to get curedFrom this person
Who poisoned you
There is a disconnection

See through this point of view
There are so many special people in the world
so many special people in the world in the world
All you want
All you want


Tudo o que quer me dar /Everything you want to give me
É demais / It too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace
Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais/ is’nt real
Expectativas / Expectations
Desleais


Now were Falling into the night
Um bom encontro é de dois

Música linda do novo CD da Vanessa Da Mata (Sim)

Psicólogo(a)





O psicólogo não adoece, somatiza;

O psicólogo não transa, libera libido;

O psicólogo não estuda, sublima;

O psicólogo não dá vexame, surta;

O psicólogo não esquece, abstrai;

O psicólogo não fofoca, transfere;

O psicólogo não tem idéia, tem inshigth;

O psicólogo não resolve problemas, fecha gestált;

O psicólogo não muda de interesse, altera figura-fundo;

O psicólogo não se engana, tem ato falho;

O psicólogo não fala, verbaliza;

O psicólogo não conversa, pontua;

O psicólogo não responde, devolve a pergunta;

O psicólogo não desabafa, tem catarse;

O psicólogo não é indiscreto, é espontâneo;

O psicólogo não dá palpite, oferece alternativa;

O psicólogo não fica triste, sofre angústia;

O psicólogo não acha, intui;

O psicólogo não faz frescura, regride;

O psicólogo não mente, resignifica;

O psicólogo não paquera, estabelece vínculo;

O psicólogo não é gente, é estado de espírito!!!

Salomão e Sofia

Não é pra entender nada mesmo...

Sofia

Do Grego (Sophia), significa sabedoria, sapiência a sábia. Refere-se ao Espírito Santo. Apesar de ser um pouco dispersiva, consegue resolver adequadamente seus problemas. O sucesso profissional irá depender de muito esforço. Convém ter sempre uma tarefa para manter-se ocupada.




Salomão
Do hebraico (Shelomon), significa prosperidade, o pacífico, o que tem paz. É uma referência bíblica ao mais poderoso dos monarcas hebreus, o rei Salomão. Indica uma pessoa extremamente sábia, que não corre atrás de modismos e não se deixa seduzir por títulos ou riquezas. Embora um tanto desencantado, tem no amor que nutre pelas mulheres um grande incentivo para suas conquistas materiais. Reinou em Israel e Judá e é conhecido por sua sabedoria.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Amor, cinismo e psiquiatria



Certa vez você me perguntou o porquê de eu te querer tanto. Fiquei calado, fazendo entender que meu silêncio seria a melhor resposta. Você insistiu, aliás, como sempre, persiste em não raciocinar.

Por falar em raciocínio, finalmente eu vou dizer por que te quero tanto. É que gosto das tuas estrias e celulites, do teu corpo que jamais foi à academia, quer seja de ginástica ou uma faculdade de Educação Física, ou mesmo de Teologia.

Eu quero tanto é poque sem escada sabes trepar, no poste, ligar o interruptor e ascender as luzes das avenidas dos nossos corpos que desfilam nas passarelas e somos aplaudidos pelo silêncio da nossa incompetência.

Eu te quero tanto é porque por cima ou baixo você jura que vai ficar de quatro. Eu insisto e você finge que não escuta. í eu saio do sério, de repente, lembro: não somos um casal, somos a porralouquice na sua mais distante comparação humana.

Persegue-me à posição de quatro, porque quatro são as estações do ano. Aprendi a te querer na primavera, quase morro de amor em pleno verão, no inverno minha alma teve incêndio e os ventos do outono fizeram de mim pobre gari. Mesmo assim, juntei todas as folhas do chão e, num sopro mágico, elas foram para o infinito e desceram como forma de crepúsculo, anunciando o amanhecer dos teus seios siliconados pela angústia e quedados pelas frustrações.

Eu te quero tanto é porque você deixou a Matemática e converteu-se em todos os problemas.
Eu te quero tanto é porque és cinica e teu cinismo serve como tese para o meu doutorado em psiquiatria.

Eu te quero tanto mesmo que todos os dias você me aporrinhe até demais e nas noites você some e eu me embriago, daí a sombra do meu corpo brinca de esconde-esconde, causando mal-estar à lua, e as estrelas eu nem as vejo.

Eu te quero tanto é porque mentes e tua mentira é tão verdadeira que eu já nem sei mais o que é verdade.

Eu te quero tanto é porque falas de boca cheia, cospes na rua, estalas os dedos em público, deixas o celular ligado na igreja e falas que me ama, justamente no dia em que recebo meu contracheque.

Eu te quero tanto, tanto, tanto, que dentro de mim não existe mais um homem, e sim um instrumento desafinado, um palco deteriorado, o teatro fechado. Ai pode aparecer alguém para tocar o instrumento e de todas as notas musicais somente sairá o 'dó'. Dó de mim, dó de você. Dó de quem tem dó de nós, que nunca aprendemos a simples e doce razão do ser eu.

Paulo Renato Bandeira - Jornalista
Publicado em O Liberal de 2 de outubro de 2006.

* Texto que ganhei do próprio autor. Bem a calhar para o Dia dos Namorados: tem amor de toda forma... :)

sábado, 9 de junho de 2007

Mosqueiro


Não parece, mas é lá...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Poesia...ai, ai

Bom,

Eu gosto de poesia...

Então aqui não poderia ser diferente: vai ter muita poesia.

Paciência hehehe

Começar o dia assim já dá uma forcinha na dureza que vem pela frente. E Fernando Pessoa, além de lindo, já pedia pra fazer hoje o que pode ser deixado pra amanhã...'disque'

Adiamento

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã...
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não...
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico...
Esta espécie de alma...
Só depois de amanhã...
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-me para pensar amanhã no dia seguinte...
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos...
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã...
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro...
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã...
Quando era criança o circo de Domingo divertia-se toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de Domingo de toda a semana da minha infância...
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital...
Mas por um edital de amanhã...
Hoje quero dormir, redigirei amanhã...
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é o que está bem o espetáculo...
Antes, não...
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei.
Depois de amanha serei finalmente o que hoje não posso nunca
Só depois de amanhã...
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã...
Sim, talvez só depois de amanhã..
O porvir...
Sim, o porvir..

Fernando Pessoa

É isso ai...

Como diz o Perna Longa e a Ana Carolina: É isso ai...

Bora ver se eu escrevo algo que preste nesse Blog, sempre lembrando que não tenho muito tempo e paciência pra essas coisas...

Vamos lá...