domingo, 17 de junho de 2007

Aliado elétrico contra a violência - Alexandre Lins

SEGURANÇA Cercas elétricas são cada vez mais comuns nos muros das casas de Belém
“Nas grandes cidades/ do pequeno dia-a-dia/ o medo nos leva a tudo, sobretudo à fantasia/ Então erguemos muros que nos dão a garantia, de que morreremos cheios de uma vida tão vazia/ Nas grandes cidades de um país tão violento/ os muros e as grades nos protegem de quase tudo/ mas o quase tudo quase sempre é quase nada/ e nada nos protege de uma vida sem sentido (...)”. A letra dessa música, do grupo gaúcho Engenheiros do Hawaii, foi escrita em 1991, mas parece mais atual do que nunca. A diferença é que agora não são mais os muros e as grades que nos protegem de uma vida sem sentido. A nova moda são as cercas elétricas. Em Belém, a lei 6.973, de 28 maio de 2007, de autoria do deputado estadual José Megale (PSDB), disciplina a instalação e a manutenção de cercas elétricas nas áreas urbanas e rurais do Pará. O documento foi publicado no Diário Oficial do último dia 4 de junho. “Esse projeto de lei surgiu em uma reunião que participei no Crea há dois anos. Lá eles constatavam um grande número de empresas e profissionais que executavam a instalação de cercas elétricas sem serem especialista no setor elétrico. Isso resultava em problemas de curto circuito e acidentes porque tudo era feito de maneira incorreta”, lembrou Megale.Para o deputado, as cercas elétricas são necessárias em virtude da deficiência do sistema de segurança pública. Ele explica que seu projeto complementa a Lei Federal nº 5.194/66, que obriga a contratação de engenheiros eletricistas ou eletrotécnicos ou ainda, técnico de nível médio da área de eletrotécnica, devidamente registrado e habilitado pelo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-PA), como responsável técnico pela instalação. A lei estadual dá o nome de “cercas energizadas” a todas aquelas localizadas nas áreas urbanas e rurais, destinadas à proteção de perímetros e que sejam dotadas de corrente elétrica.

* A matéria é enoooorme. Pra ler toda, ver: O Diário do Pará, de Domingo, 17 de junho de 2007, no Caderno Cidade.

PS: Não sou uma irmã coruja!!!!